quinta-feira, 26 de abril de 2012

É cada vez mais difícil defender o Governo


Os últimos dias não têm sido nada fáceis para o governo de Goiás. Marconi Perillo estampa semanalmente os noticiários nacionais, sendo ligado, supostamente, às investigações da Operação Monte Carlo. Até agora seu possível envolvimento, está associado a citações entre acusados e seu nome apenas. Marconi ainda não foi interceptado em nenhuma das várias gravações em que seu nome aparece. Mesmo assim, o governador recebe incontáveis críticas por parte da população e dos seus “desafetos políticos“.

Mesmo com firmeza em sua fala, cheia de adjetivos, que buscam a todo instante desassociar o seu nome das citações, o governador vem sofrendo certa “debandada” de seus defensores. Com saídas fininhas, pra lá de “à francesa”, poucos demonstram ter o mesmo apetite voraz na defesa do chefe de estado. Existe notoriamente, um esvaziamento dos discursos que tentavam blindar o governo de maneira apaixonada e cega.

Esse esvaziamento foi percebido e repreendido pelos líderes da base aliada e seus membros. Passaram a exigir então, uma participação maior da comunicação palaciana nas redes sociais, sob pena de exoneração dos cargos. A medida trouxe poucos sinais de reação por parte dos convocados. Os levantes não passaram de alguns artigos publicados em jornais, que possuem ligações claras de suas finanças ao estado, e poucos posts nas redes sociais.

Todos se baseiam na teoria de que o governador não é alvo de nenhuma investigação oficial. Mas é claro que todos esses boatos, irritariam e muito, qualquer administrador. Mesmo querendo aparentar tranqüilidade, os discursos e as tentativas de provar que não existe ligação alguma entre ele e Cachoeira, são marcados por uma rispidez notória e grande desconforto.

Na intenção de mostrar e tentar convencer que possui o domínio da situação, se ofereceu para ser o primeiro a ser chamado na CPI instaurada para a averiguação das investigações dos negócios ilícitos do bicheiro. Também propôs ser investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Os atos são considerados como óbvios por alguns e ato de heroísmo para seus seguidores. Valendo-se do jargão, “quem não deve não teme”, alguns poucos apoiadores, tentam incentivar as suas ações. Se oferecendo para ser um dos primeiros investigados, o governador tenta transmitir a idéia de transparência. Mesmo assim, seus atos não vêem arrastando as multidões de antes.

Mesmo sob as ameaças impostas aos servidores palacianos, apenas alguns mais inusitados, continuam defendendo o governador nas redes sociais. Explodem a todo o momento, áudios que novamente o ligam ao contraventor e seus negócios. Deixando bem claro, que ainda nenhum dos áudios apresentados, consta um diálogo direto entre Marconi e Cachoeira.

Mas o que não consegue ser esclarecido, é a forma insistente que seu nome ou o cargo de “governador”, se fazem presentes nas conversas grampeadas pela Polícia Federal. Será que essa repetição constante, era uma espécie de “affair” de Cachoeira, não correspondido pelo líder de Goiás?

Qualificadas como cretinas, pelo próprio governador, os diálogos que tentam compromete-lo, vem se tornando uma enorme pedra no seu sapato. Mesmo contando, oralmente, com o apoio de seus correligionários do PSDB nacional, o governador terá um árduo trabalho para explicar e provar, que realmente não possui nenhuma ligação com nada disso, que insinuam. Trabalho que passa a ser mais difícil, devido a postura daqueles minguados soldados, que tentam a todo custo, defender o objeto de sua admiração.

A suposta entrega de uma caixa de computador, contendo R$ 500 mil, ainda não confirmados se chegaram ou não ao seu destinatário, foi o último golpe desferido até o momento, contra o Palácio. Isso, poucos dias depois, de mais uma de suas notas oficiais terem repudiado as ações do jornalismo goiano sobre as investigações e cobertura da Monte Carlo. Em uma série de “patinadas” como esta, as Notas Oficiais do Governo, passaram a ser o único material de resposta de um governo cansado e desgastado, utilizada apenas, para desqualificar toda e qualquer ação, desfavorável à sua ideologia. A ideologia de “está tudo bem”.

RODAPÉ

Depois de 51 dias de paralisação dos professores estaduais, o governo chegou a um consenso com a categoria de maneira emergencial. Logo em seguida, estouravam as primeiras suposições de seu envolvimento com Cachoeira.

Após do segundo movimento que buscava desbancar o governador de seu cargo frente ao estado, notas oficiais afirmaram que o movimento não era popular e que não representava a maioria da opinião goiana.

A antecipação do pagamento do serviço público realizado esta semana, juntamente com o ponto facultativo da próxima segunda-feira, pode ser uma tentativa de abrandar um pouco mais as coisas no estado, para tentar oxigenar o diálogo com aliados.









segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sou Mais Cachoeira


domingo, 22 de abril de 2012

Ilações perigosas. Imprensa na mira




Não causaria nenhum tipo de estranheza se Carlinhos Cachoeira fosse condecorado com alguma ilustre homenagem ou escolhido o homem do ano. Com as denúncias que assolam a política e seus feitores, as revelações que pingam por meio de vazamentos misteriosos, ainda são insuficientes para se obter qualquer tipo de parecer conclusivo ou amplo, da influência de Carlos Augusto de Almeida Ramos, pelos diversos setores por onde expandiu seus negócios. O bicheiro se tornou uma espécie de “dedo podre” após a sua prisão. Os depoimentos amedrontados, com a negativa de qualquer tipo de conhecimento ou ligação com o bicheiro e seus negócios, soam como uma frase ensaiada. Quase um jargão.
Com grande repercussão, as ações do contraventor ocupam o primeiro lugar das redações. Como Cachoeira já deixou mais do que claro que é um homem inteligente, as gravações revelam entre citados, nomes de jornalistas supostamente ligados e beneficiados com as suas atividades. Isso foi um fato que colocou sob suspeita, grande parte dos veículos de comunicação e colocou a imprensa na função de investigadora e de investigada ao mesmo tempo. Sob a suspeita de terem tido seus exemplares “seqüestrados” das bancas, uma revista ganhou notoriedade inesperada, devido a uma manchete sugestiva. O que lhe rendeu mais do que apenas 15 minutos de fama. Atualmente, muitos destes veículos, vêm sofrendo insinuações de que pertencem a um ou outro grupo político, o que estaria promovendo uma série de denuncias, como mísseis lançados entre nações inimigas.
Em Goiás, foi anunciado que o bicheiro também era atuante no ramo das comunicações, onde é atribuída a ele a propriedade de rádios, canais de televisão e mais uma série de “parceiros” do setor. Suas atividades se tornaram notícia, movendo prensas, câmeras e gravadores. Porém, na esperança de desenvolver algum tipo de draga para escoar toda essa água, nomes não identificados que surgem em suas gravações, são ligados por dedução ou suposições pela semelhante grafia, a nomes da imprensa local. O que deflagra ataques aos mesmos e também às empresas em que trabalham. É como se na falta de maiores informações, criam-se fatos, apenas para manterem o debate aceso.
De forma onde não há chances para explicações, jornalistas são envolvidos por uma série de acusações, que provêem em sua maioria, dos próprios colegas, que buscam a qualquer custo se beneficiarem da situação, mesmo na ausência de provas. Descartando princípios básicos de averiguação e checagem das informações, os julgamentos dos que se antecipam à confirmação de fatos, e promovem uma verdadeira caça às bruxas, tem solicitado suas degolas ou incineração. Estes “juízes” transformam em réus, pessoas que sequer se sabe, se tiveram algum tipo de negócio extra com o contraventor ou se beneficiaram, além de apenas obterem a notícia ou informações privilegiadas. Mesmo assim, o que não falta são pessoas que se propõem a serem executores sumários de seus possíveis desafetos e concorrentes.
Em caso recente, a tentativa de denegrir a imagem de dois jornalistas, teve o propósito único de tentar lhes aplicar a pena do descrédito de uma maneira precipitada. As acusações mais pareceram uma intenção de desviar o foco das denúncias que ameaçam posições e cargos. Chegando a sugerir que a empresa de um dos citados, pertencia ao bicheiro. Com uma visão, talvez mais lúcida da atual situação e do agravo das denúncias ainda sem provas, muitos profissionais da própria imprensa e políticos, se empenharam em defender e acreditar na postura de idoneidade dos acusados. Se existem provas que possam realmente comprometer os citados, o coerente seria esperar que elas fossem divulgadas. Evitando assim, prejudicar pessoas, que contra elas nada foi indicado.
Casos assim não são totalmente desconhecidos em Goiás. Sendo um estado tradicional em suas culturas, a tradição de se perseguir jornalistas e afins faz parte de maneira perene, da história de alguns governos. Alguns recentes números já começam a ser revelados, provando que em terras goianas, esta é uma prática mais do que comum. Segundo ventilam aos ouvidos da imprensa, quatro jornalistas já foram demitidos devido a pressões feitas, ao que se entende, por forças maiores. Enquanto isso, a informação goiana parece viver sob a sombra da ditadura, onde jornalistas ainda são afastados de suas funções em estatais, caso não usem as pautas marcadas para divulgarem informações que atendam as exigências de grupos específicos. Como esta crise ainda está em seu começo, essa listagem de nomes que poderão ser colocados na mira de novos ataques, tende a ganhar mais membros, assim como os números de possíveis novos demitidos.
Na atualidade, diante dos fatos que surgem, a imprensa e os veículos de comunicação se dividem em dois grupos: os que escrevem sobre fatos e situações e os que defendem a situação ainda dominante. Produzindo uma nova espécie de ética e seu próprio código de conduta, inventando formas sutis, para questionarem absurdamente, aqueles que não conseguem silenciar ou que não dividem com estes, a mesma visão da realidade dos fatos.
Se o jornalismo se incumbe da função de mostrar o que não querem que seja visto, com certeza, Goiás é um estado que provavelmente, não tenha o direito de ter uma imprensa livre.

Este artigo foi publicado no Jornal brasil247.com 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Plano de Governo do Cachoeira

Seria a vez do DEM?



Muito já foi dito sobre as ações que brotam diariamente sobre o caso que envolve o assunto do momento. A Operação Monte Carlo e seus personagens povoam a realidade de todos e alimentam o imaginário de muitos. A cada nova informação, novas teorias são formadas, ataques, defesas e tentativas de se prever o que ainda poderá vir.

Ao entendimento aturdido, principalmente dos goianos, nada mais parece ser forte de mais ou novo de mais, para açoitar os ouvidos ou a compreensão de quem já está se acostumando em ver o país estampado com as notícias de Goiás.

Com a queda de mitos e símbolos, como foi o caso do Senador Demóstenes Torres, juntamente com mais um agrupamento de nomes do meio político, empresários e outros infortunados, as proporções do desastre provocado pelas investigações estão longe de serem totalmente descobertas.

Muitos foram prejudicados de maneira direita e indireta por estas ações, que alguns envolvidos ou citados garantem não terem tido conhecimento, enquanto produziam uma rede mafiosa de interesses, de grupos que já estavam acostumados a viver, lado a lado com o poder. A Monte Carlo, mostrou para todas as classes, muito daquilo que habita longe dos olhos e do conhecimento dos espectadores comuns.

Os adjetivos, não tão amistosos, recebidos pelo senador sem partido, superaram o vocabulário de muitos. O DEM, seu antigo partido, sofreu um forte golpe ao ver um dos seus representantes de maior respaldo, comprometer a história de toda uma legenda que agrega nomes como os de Ronaldo Caiado e do atual vice-governador, José Eliton Jr. Mesmo que qualquer membro afirmasse que era uma ação isolada.

O Democratas, sempre foi detentor de uma tradição austera e determinada, indiferente às críticas de opositores, marcando sua forma de ação pelo idealismo de uma bancada de esquerda. Ronaldo Caiado traçou uma carreira política, galgada entre as bases ruralistas que se mantiveram presentes em seus discursos e ações em prol da categoria. Foi dele a indicação do nome de José Eliton, em 2010, para ocupar a posição de vice de Marconi, na disputa das eleições. Neste momento, Demóstenes e seu partido, eram considerados as “noivinhas” por todas as bases. Todas as três candidaturas de maior visibilidade no estado cobiçaram a possibilidade de ladearem um palanque com os eles. Não apenas pelo tempo de TV, mas também, pela representatividade e o peso que o nome de Demóstenes Torres significava. Até mesmo para o PMDB, antigo adversário, a idéia soava com interessante, apesar de distantes serem as possibilidades.

As gravações das escutas de Cachoeira baixaram a âncora dos possíveis vôos que os Democratas poderiam alçar. Demóstenes conheceu o Tártaro em vida, colocando sua carreira política e visão de homem público, em uma situação agonizante. Com isso, não há como negar o fato, de que a imagem de seu partido, também foi abalada devido a todos estes escândalos. Mesmo sendo forte nas ideologias, o partido é fraco em números de representantes de destaque na Federação. A perda do Senador, removido da legenda, não era uma perda qualquer.

Medidas internas foram tomadas. Caiado praticamente se silenciou junto com seus correligionários. Muito pouco foi dito e a ausência do deputado, além de notada, passou a ser incômoda. No meio da tempestade que passou a inundar imagens tucanas, ainda havia um nome, pouco comentado durante essa tormenta, o nome de José Eliton Jr, que deu seqüência aos compromissos governamentais, e vem cumprindo seus afazeres de maneira discreta e ao que parece eficiente.

Com as denúncias que recaem sobre o governo, não seria demagogia ou irracionalidade, atentar sobre o fato, de que pode estar perto de mais, a possibilidade dele vir a assumir a cadeira verde do estado. Caso continuem as freqüentes acusações e complicações no governo, José Eliton, o moço discreto dos Democratas, que cheguei a comparar em 2010, com uma “espinha de peixe”, que teve de ser engolida por Marconi, por exigência de Caiado para garantir a aliança e o apoio de Demóstenes em sua campanha, poderá passar em breve, a ser o redentor do partido.

Esta poderia ser a “luz no fim do túnel”, para um partido que acabara de perder um forte nome no Senado, mas que agora está perto de poder governar um estado, com as dimensões de Goiás. Não seria então, insolência, caso imaginássemos o rapaz que ocupa sua agenda de maneira pontual e sistêmica, distante dos fatos que corroem as vigas do poder paralelo, estar prestes a assumir a frente do poder estadual. Mas as lembranças políticas nos levam a pensar, em como seria esta convivência, entre Caiado e aqueles que ainda seguiriam a “linha Marconista”.

Detalhes à parte, os Democratas podem ter perdido um pedaço da sua carne, mas não estão distantes da possibilidade de realizarem um enxerto, de igual importância e peso significativo, mostrando que o DEM não estaria morto, como alguns atreveram a anunciar. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

E no dia 21...

Playground de idiotas



A cada dia que passa, fico mais impressionado com a quantidade de despreparo que as pessoas tendem a esconder, enquanto preferem bradar a paixão desenfreada pelo que consideram “salvadores”. Quando digo isso, tirando como exemplo, comportamentos patéticos oriundos de pessoas que isto é o máximo que conseguem fazer.

Campo minado. Este é o nome mais correto para intitular as redes neste momento. A cada passo que se dá, o risco de detonar uma dessas minas é gigantesco. Mas quais seriam essas minas e quais seriam seus agentes detonadores?

Nesta análise, identificar estes dois aspectos é muito fácil. Uma rápida olhada nos posts enviados percebe-se facilmente, os autores de tais atos se manifestando. Vivemos em convívio com pessoas, em espaço confinado, semi-prontas para explodirem. Lembrando que quanto menor este espaço, maior propulsão sua explosão terá.

As verdades individuais de cada grupo tentam se impor a qualquer custo. Sendo obrigatoriamente empurradas goela abaixo daquele que parece ser seu inimigo. É em meio a este cenário de caos, que nos deparamos com as mesmas caraminholas consecutivas. De maneira lasciva e infecciosa, membros de uma gangue começam a desenvolver uma série de patologias desgovernadas.

Quando digo patologias, comparo quase a uma nova listagem de doenças modernas. Alguns neste espaço, sofrem de esquizofrenia, síndrome do pânico, depressão e ansiedade dentre outras. Mas as mais comuns são as mais irritantes.

Pessoas de comportamento duvidoso, de posicionamento bestial, no sentido de mensuração de sua inteligência, sentem-se perseguidos. Isso mesmo! Juram que a perseguição é um outro fato decorrente da INVEJA que terceiros sentem deles. Acho meio ridículo isso. Toda essa paranóia revela o quão limitados são esses seres. Por coincidência ou não, são os mesmos seres que demonstram um comportamento radical pulsante.

Quando aponto esse radicalismo, aponto diretamente às ações de ataque direto que executam, aliados à dissimulação de choreiro quando a coisa vira para seu lado. Este tipo de demente torna-se um mascate de praça pública, esguelando aos prantos, uma perseguição que eles aceitam fazerem, mas que se recusam a receber os efeitos que retornam. Aí sim o mundo cai. São sempre vítimas e tomam essas atitudes, pois confiam de mais nas instituições que acreditam que darão apoio a eles, quando tudo feder.

Acusam uns aos outros de ódio, raiva e cólera. Estes são sentimentos latentes e existentes na rede. Mas são sentimentos destilados por todos os lados de maneira individual ou coletiva. Não aponte o dedo para raiva de alguém, sem ter condições de reconhecer a própria. 

São inconseqüentes e blasfêmicos. Não medem pudores para virgularem nomes santificados às suas ações injustificáveis e clamarem aos céus, proteção quanto aos seus INIMIGOS. Fico sem entender, quais os inimigos um louco poderia ter, além da conseqüência de seus próprios atos?

Sei que muitos irão torcer o nariz com esses apontamentos. Mas não vejo ninguém que tenha a fórmula correta para o uso do Twitter, por exemplo. Mas eis que de uma hora para outra, surge alguém, com um manual pronto desta ferramenta, pregando um evangelho de bom uso do mesmo, que ninguém sabe de onde aquilo surgiu. Tudo bem que até pode ser a mais nobre intenção de tentar moralizar as coisas. Mas o que não dá para engolir é o fato de serem as mesmas pessoas que promovem todo o cabaré do espaço, as mesmas que guardam as tábuas sagradas da moral e doutrina, para o uso pacífico. Mesmo assim, continuam acreditando que todos devem aceitar e acatar, silenciosamente, suas verdades como únicas.

Pressão existe por todos os lados. O que não existe são os corretos. Ilibados dentro de suas próprias condutas e entendimentos, agridem a todos e a todo instante. Perderam o senso do respeito mútuo.

No campo minado, as ordas saem enraivecidas mostrando os dentes, prontos para dilacerarem uns aos outros. Os valores são deixados de lado e os grupos fanáticos partem para as mais escancaradas formas de agressões mútuas.

Quem nunca se sentiu assim no meio de tudo isso? Muitas vezes sou acusado de coisas absurdas, pelo simples fato de não concordar com o brilho que mostram de um deus, ou com a obscuridade que tentam colocar deuses adversários sob elas.

Concluí então que, ou você pensa como querem ou você não é bom. O que você escreve não é bom. Que você é completamente incapaz de raciocinar por meios próprios. Você não pode ter opinião sem que seja pago por alguém. Com isso, você aprende que um é sempre correto e honesto e que os outros são sempre os culpados por todo tipo de desgraça que exista na face da terra e em especial, em Goiás.

Isso aumenta mais a tensão dos nervos dos que degladiam. Mas em meio a essa insanidade total, poucos perceberam uma coisa muito importante. Vejam ao redor de vocês e observem que os maiores pensadores do governo ou da oposição, não estão envolvidos nestas discussões. Os caras bons de caneta, não estão dentro deste campo de guerra, perdendo seu tempo, defendendo quem realmente banca seus intuitos financeiros, dignos de qualquer um que vende sua força de trabalho. O secretariado é um espectro que sonda vez ou outra, respirando o mesmo ar que mortais feridos nesta arena.

Por qual motivo? Pelo simples motivo, de que estes mais preparados sabem das tormentas existentes e das que virão. Enquanto eles se preservam, as castas mais baixas se matam orgulhosamente, acreditando que fazem isso por ideais nobres, em pleno estado de subserviência, jogando qualquer migalha de reputação, caso lhes sobre alguma, no lixo da opinião popular.

Observem isso. Os melhores jornalistas, os secretários ou os próprios mártires defendidos, não estão aqui, para aplaudirem as mais calorosas maneiras de fidelidade que alguns demonstram. Eles estão muito mais ocupados com coisas realmente importantes do que pararem para observar, se seus bichinhos da Tazmânia de estimação, têm carrapatos, pulgas, água ou ração na tigela.

Continuem se matando e julgando os que opinam, de maneira não remunerada, até conseguirem provar a capacidade que possuem, de medir o próprio nível de retardamento político que cultivam. Sejam defensores alienados ou opositores sem argumentos.

Mas por favor, não perturbem tanto os alheios, com suas alucinações de que alguém foi demitido por perseguição e não por conseqüência de seus próprios atos. Não tente usar apelos religiosos, na defesa de um caráter que você não possui. Não tente obrigar ninguém a fazer o que você acha certo ou pensar como você, apenas pelo fato que você acha que é o correto. E jamais acredite que todas as pessoas são incapazes de raciocinar por elas mesmas, sem receber nenhum beneficio por isso. Essas pessoas podem ser bem diferentes de você. E se você se identifica em alguma dessas linhas, tenha certeza que cada uma delas, foi escrita, com a mais certa convicção, que não importa o que você faça, mas jamais irá conseguir tirar de seus ombros, o peso do que puxou para si mesmo.

Matem-se, mutilem-se, destruam-se. Vai ser bom. As redes precisam mesmo desta faxina. Isso fará um bem grandioso, para que as pessoas possam ter de volta o direito de pensarem livremente, sem os riscos de serem patrulhados ou acusados de fazerem parte de alguma gangue. Ah, e isso serve também, para os de inteligência modesta, que apóiam atos insanos na esperança de receberem um abraço, enviado por um apresentador qualquer, em um programa esportivo qualquer. Sintam-se envergonhados pelos seus atos e aprendam se envergonhar pelos dos outros também. 

sábado, 14 de abril de 2012

Quais os efeitos do #FORAMARCONI?

Se existem sinônimos que possam expressar os fatos ocorridos hoje, devido a manifestação do movimento #FORAMARCONI, eu gostaria de arriscar alguns palpites.

Desordeiros, dissimulados, despreparados, arruaceiros, malandros, adesistas, inescrupulosos, oportunistas, hipócritas, despreparados, pilantras, ordinários, demagogos, salafrários, larápios, gatunos, camaleões, parasitas, vermes, bajuladores, pelegos, capachos, baba-ovos, ordenhadores, falcatrueiros, carcarás, ratos, equivocados, etc...etc...etc...

É claro que existem centenas de milhares de outros sinônimos e adjetivações cabíveis, para intitular os iludidos defensores do atual governo, nas redes sociais, nesta manhã. Diante do volume de pessoas, lacaios governistas, iniciaram uma série de ataques infundados nas redes sociais. Atiravam para todos os lados, no simples intuito de desmerecerem os efeitos da marcha organizada por cidadãos goianienses.





 O movimento #FORAMARCONI, pode ter sim sua origem, orientação, repercussão e ideais questionados. Questionados sim, mas jamais qualificados como unicamente político. Apesar do que, este tipo de ação, sempre gera e desperta interesses políticos, principalmente neste período turbulento, em que o estado se encontra.

Segundo a defesa da maioria, a iniciativa foi tomada por movimentos apartidários, que se colocavam contra as posturas que julgavam inapropriadas na atual gestão. Durante um período, não tão longo de divulgação, a causa foi tomando corpo e voz. É lógico que neste meio tempo, muitos visionários políticos, viram a oportunidade de pegarem uma beirinha.

Incoerente seria dizer que não existam interesses políticos acompanhando todo esse alvoroço. Mais incoerente seria dizer, que ninguém sabia disso. Que era um a coisa inadmissível. Todos sabem que coisas assim, acontecem pelo fato de insatisfações, válidas ou não, de grupos de posicionamento e ideais diferentes.





Que seriam vistas bandeiras partidárias ou alguns representantes destes partidos, estava na cara. Mas sob nenhuma circunstância o movimento pode ser desqualificado ou considerado mínimo. Muito menos banalizado. Aliás, o que se viu nas redes, por parte dos que foram obrigados, foram ações quase que terroristas, por parte de apaixonados, que tentam mostrar serviço a qualquer custo. Sem nenhum pudor ou critério de senso do ridículo.

Há tempos venho alertando, que uma das maiores barreiras que este governo enfrenta, é justamente, a equipe que lhe cerca. São por estas ações irresponsáveis, que muitos são obrigados a ler em suas TL’s, coisas escritas por pessoas, igualmente irresponsáveis, como esta:


Consciência é uma coisa que algumas pessoas possuem. Não posso afirmar que o autor da declaração, na imagem anterior, seja detentor de tal virtude. Uma observação, que  facilmente pode ser feita diante da série, sem cálculos, das inúmeras críticas que o cidadão apresentado acima, coleciona em seu histórico de defesas questionáveis. Sem aprofundar na resolução deste mistério, o mesmo propôs, quase de imediato, a tentar reverter o que milhares de seguidores leram. Então, em mais uma tentativa frustrada, eis sua explicação:


Bom, que as interpretações fiquem a critério de cada um dos leitores. Não debaterei o óbvio aqui. Mas analiso que ações do tipo, sirvam apenas, para prejudicar um governo que apresenta sinais claros de desgastes.

Também é notório, que o número de participantes presentes no movimento, é bem inferior ao número de inscritos nos canais WEB e que haviam confirmado sua presença. Mas isso não significa que não tenha surtido efeito e muito menos, não tenha alcançado seu objetivo.

Admito que este simples blogueiro havia questionado, e muito, a possível falta de foco nas justificativas de se realizar este manifesto. Mas diante do caminhar da carruagem, confidenciei a amigos em um café que freqüento, no dia de ontem, que era possível o ato ganhar mais adeptos, durante o seu acontecimento, provocado pela repercussão da narrativa dos fatos na rede.





Hoje é possível mensurar, o poder que vem sido alcançado com esta nova ferramenta de comunicação. Legitimamente popular ou não, o #FORAMARCONI, ao meu ver, alcançou seu objetivo. Tolice seria dizer que ele não mexeu com as estruturas palacianas e que não tenha colocado o governo em uma saia pra lá de apertada.

A coisa apertou tanto, que servidores de altos cargos estaduais, como da AGECOM, se apressaram em unir forças aos seus remanescentes e resistentes aliados, para juntos, tentarem minimizar estes efeitos.

Questiono se isso também tenha sido uma ação inteligente. Mas talvez, eu não tenha esse direito. Por não me considerar esquerdista e muito menos da situação, creio que minha opinião não venha a ter algum valor para este debate. Mas, como o blog é meu, e ninguém é obrigado a lê-lo, posso escrever o que me dá vontade. E neste momento, estou com uma tremenda vontade de falar, que esse papo de apresentação dos Bombeiros e a grande quantidade de policiais na Praça Cívica, não dá pra engolir.

Até fiquei surpreso com o anúncio destas “apresentações”, apenas um dia antes da movimentação na praça. Ou seja, não houve uma cobertura descente, sobre uma ação dessa importância para a população. Ontem, sexta-feira 13, é que eu ouvi algo muito superficial. Mesmo assim, soou como um prelúdio de uma estratégia mal elaborada por parte da situação. Manifestantes reclamaram, que o acesso ao interior da praça, foi prejudicado por este motivo, e que a presença de tanto policiamento, era uma tentativa de repressão velada por parte do governador.


Acompanhando as informações de manifestantes e as críticas dos defensores, ao que parece, o movimento foi engrossado, pela união de populares que se mostraram favoráveis às ações dos que haviam sido chamados de marginais, por pessoas de caráter e histórico questionáveis. 






Mesmo sendo algo incomum, e ainda questiono os motivos, o povo mostrou um forte poder opinativo, com auxilio ou não de partidos políticos. Também não entrarei neste mérito. Segundo algumas informações que obtive, acompanhando as redes, está marcado um novo manifesto para o dia 21, apenas um dia após o prazo dado pelos professores, para resolverem suas diferenças sobre questões monetárias da categoria.

Caso aconteça mesmo esta segunda movimentação, antecipo o palpite, mesmo tendo queimado a minha língua sobre a primeira, que a próxima poderá causar um barulho ainda maior. Os palacianos e serviçais sabem disso. E não me assustarei, caso veja, daqui pra frente, ataques contra o governo municipal, por parte de estaduais, para tentarem antecipadamente, sabotar o próximo manifesto.

Mesmo não tendo a devida atenção da mídia local, por enquanto, devido suas proporções, o #FORAMARCONI serviu para provar que quando existe uma união, as cosias podem acontecer. Mesmo que não venha a passar de um alerta. Mas tenho certeza que esse alerta também serve, para fazer o estado repensar em algumas ações. Este pode ter sido apenas um trovão de uma forte tempestade que se aproxima.

As provas estão aí. Foi impossível dar os créditos a tantas imagens que consegui capturar dos “retuítes” na rede. Mas como tento me basear por fatos, e diante do tamanho descrédito que as pessoas pró-governo faziam dos manifestantes, perguntei se algum deles possuía uma foto que pudesse comprovar que a movimentação era realmente pífia. Mas a única imagem que consegui para ilustrar a resposta de minha pergunta aos apaixonados políticos, foi esta: